Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens

A atrasada resenha do Salão Central

Esse final de semana Rafael me mandou uma mensagem que me deu muito pesar... Final de 2012, a beira do natal eu fui a Salgueiro passear e me danei que queria tirar a barba de forma convencional em um daqueles barbeiros de rocha do interior. Por coincidência só havia um barbeiro atendendo no centro da cidade, Zé Mirandiba! A coincidência (primeira) é que eu e meu irmão quando eramos crianças cortávamos cabelo no salão dele (ou no do Índio, ficava alternando para nenhum ficar com raiva). A mensagem de Rafael dizia que ele falecera.
Preparação para tirar a barba

Como era lindo meu pé de Salgueiro

Acho que esse foi um dos lugares de Salgueiro onde mais eu passei meus bons momentos (tirando a Francisco Correia e o vídeo-game de Dona Delma, assim bem por alto). Eu, assim como muitas outras crianças e adolescentes de nossa cidade, por algum motivo tendia a esse ponto. Seja por causa da família católica que ia às missas, seja por ter algum amigo maloqueiro que jogava bola ali, alguma briga de gangues, dar uns pegas em alguém nos banquinhos da praça, mijar atrás da igreja, comer e dançar enquanto marcava o bingo na Trezena de Santo Antônio... A lista é bem grande.
Valeu mundinho!

Gravando fitas K7 a 1570kHz na Rádio Asa Branca! A era das fitas!

Nos anos 80 e começo dos anos 90 o acesso a a música não era tão fácil como é hoje. Não havia banda larga e mp3. Não havia internet. Era comum emprestar ou trocar discos com amigos, conhecidos e até desconhecidos para ter acesso a coisas novas ou simplesmente ter acesso. Todo esse difícil jogo de interesses era pior ainda se você morasse em um interior, se você morasse em Salgueiro.
Esse cara dos murais é muito bom

Ah Salgueiro! Salgueiro e suas ladeiras históricas.

Tenho a ligeira impressão de que nossa cidade foi construída em um terreno muito acidentado e sinuoso. Olhando ao redor, de quase todos os lugares, é possível perceber algumas serras e morros além do famoso Cruzeiro. Caminhando um pouco por suas ruas isso fica muito mais claro por causa das inúmeras ladeiras que a cidade possui.
Arte renascentista do blog

NÃO GOSTAVA NEM DE CAVALO NEM DE BOI 3 - RPG

A primeira vez que tive contato com RPG (de mesa, não abordarei RPG de video-game aqui) foi nos longínquos anos 90... Meu irmão ao visitar a casa de um colega de escola viu na prateleira de brinquedos dele um jogo com um Conan genérico na caixa, brandindo ferozmente sua espada. Era o Hero Quest.
Uaaaaaaa, sou o Conan genérico de RPGggggg

O enroladinho da morte e as linhas Salgueiro/Recife e Recife/Salgueiro

Ao fim da minha infância fiz o caminho de muitos interioranos. Um caminho parecido com o de meus antepassados que construíram o Brasil e Brasília. Não sei. Quando minha voz desafinava mais do que a de Louro Santos, eu saí da minha amada terra natal para estudar na capital. Nessa época Salgueiro não tinha Escola Técnica nem Faculdade Estadual. O que restava para muitos era botar a malinha nas costas e ir para outras bandas.
Esse é teu Binho Rere.
Iguaria sem igual

13: Uma rua de terror

Quando eu era um infante e corria descalço e sem camisa como bicho solto pelo meu Salgueiro, havia um lugar lendário de violência e maldade: A rua 13 de maio! Em resumo, a imagem folclórica daquele local remetia a maloqueiros inconsequentes que se organizaram em um grupo do medo.
Para me defender da violência, também me tornei violento

O carrinho de rolimã e o trole: velocidade da luz!

Hoje conversando, no trabalho um amigo veio me dizer que quem não andou de skate ou surfou não teve infância. A primeira eu rebati de bate e pronto perguntando se eu ia surfar no açude. A segunda eu ajeitei com carinho e junto com outro amigo de sala, que também é do interior, saiu um: - Eu andava de carrinho de rolimã!
Aposto em Aids!

A derrocada do Tudog e outras guerras nas calçadas

Quem viveu os anos 90 em Salgueiro viu na integra batalhas ferrenhas no comércio e nas calçadas. Impérios eram erguidos do nada e traziam na sua rabeira inúmeros concorrentes que copiavam o modelo do negócio cara-de-paumente de forma que todos morriam abraçados ao final de pequenas eras.
retirado de http://www.altiplano.com.br/0809ashotdogamerica.html
Tá que a salsicha do Tudog não passava do pão mas não existem referências mais